segunda-feira, 21 de junho de 2010


BAMBU

Certo dia decidi me dar por vencido, renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé. Resolvi desistir até da minha vida.

Fui a um bosque para ter uma última conversa com Deus.
"Deus, você poderia me dar uma boa razão para eu não entregar os pontos?"
Sua resposta me surpreendeu:
"Olha ao seu redor, estás vendo a samambaia e o bambu?"
"Sim, estou vendo."
"Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente, seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía. Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu. Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa... Mas, eu não desisti.
Mas no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.
A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar!"

E olhando bem no meu íntimo, me disse:
"Você sabe que durante todo esse tempo em que vem lutando, na verdade estava criando raízes? Eu jamais desistiria do bambu. Nunca desistiria de ti. Não te compares com outros. O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito. Teu tempo vai chegar! Crescerás muito!"
"Quanto tenho de crescer?"
"Tão alto como o bambu."
E eu deduzi: "Tão alto quanto puder!"


Um escritor de nome Covey escreveu:
"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava."

O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos. Especialmente no nosso trabalho, (que é sempre um grande projeto em nossas vidas).
Devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.
Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos!
É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.


Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando...

segunda-feira, 14 de junho de 2010


Você se esconde de Deus?

Ap. Rina

       Discutir os assuntos relacionados a Deus e à sua palavra é desagradável para algumas pessoas. Para elas, escutar o que o Pai tem a dizer exige um compromisso para o qual não se sentem preparadas e, principalmente, envolve a idéia de julgamento. A Bíblia relata esse tipo de associação desde o momento em que Adão e Eva pecaram: "E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia, e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim" [Gn 3.8].
       Certamente a causa do "incômodo" do homem com relação a Deus está no pecado. A desobediência de Adão e Eva [Gn 3.1-6] trouxe vergonha, medo e acusação, levando-os a se esconder. O fato é que não atentaram para a atitude seguinte do Pai, pois, em vez de repreendê-los, Deus os chama de volta para ele: "E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: 'Onde estás?'" [Gn 3.9].
       Isso revela o amor incondicional do Pai e o seu cuidado para com o que acontece ao homem, na iniciativa de prover-lhe o socorro. Além disso, a atitude de Deus deixa transparecer a sua intenção de se relacionar com os seus filhos. Deus os quer perto de si, desfrutando da sua presença.
       O homem tem dificuldade de entender esse aspecto do caráter de Deus. Por sua natureza pecaminosa e por sua tendência ao erro, o homem faz escolhas erradas, decepciona-se consigo mesmo e acredita que Deus se decepciona com ele, também. E, por isso, se esconde.
       É certo que não se deve pensar que o pecado ficará impune, haja vista que o episódio do Jardim do Éden não isentou Adão e Eva — e nós, tampouco! — de consequências imutáveis [Gn 3.14-19]: depois do plantio há sempre uma colheita. Mas é preciso acreditar que quando Deus nos indaga sobre o nosso paradeiro, ele realmente quer nos encontrar. É preciso entender que a condenação é algo do homem, não de Deus, e que em vez de declarar-nos culpados, ele deseja nos perdoar. Assim, não há sentido em esconder-se.
       Se esse for o seu caso, portanto, apresente-se a Deus. Volte de onde tenha ido, mesmo que já esteja longe, e responda ao chamado do Pai. Não importando o que passou, ele espera ansioso para restaurar a aliança quebrada e retomar o relacionamento que deseja ter com você. E se lhe der esse voto de confiança poderá experimentar da vida plena que espera por você.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Seu momento

Eliceli Bonan

       O livro de Ester contém uma bela história sobre o cuidado de Deus e de como ele nos usa para abençoar outros. Ester tornou-se esposa do rei da Pérsia, lugar para onde Israel, seu povo, fora deportado. Durante uma conspiração contra este povo, Ester esteve no lugar certo e na hora certa, e pôde livrar Israel do perigo. Para cumprir a vontade de Deus, ela precisou de todos os seus talentos e teve de se dispor a dedicar a vida a um propósito maior. Antes mesmo de conhecer esse propósito, ela tomou sua decisão de entrega e, quando o momento chegou, entendeu por que chegara àquela posição.

       Certa vez, consultando o Senhor sobre certas coisas que aconteciam comigo, ele me fez perceber que por alguns anos direcionara tudo em minha vida para que, como Ester, eu vivesse um momento como este. Uma mudança de vida e de caráter, muitas lágrimas e dúvidas foram necessárias para que eu finalmente entendesse o que Deus queria. Perguntei-lhe qual seria o propósito de tudo aquilo.

       A resposta veio quando conversava com uma pessoa por quem eu me empenhara durante todo aquele tempo. Ela disse: “Houve um dia em que eu estava determinada a deixar Cristo e você veio e me disse que Deus me escolheu e tinha um propósito para mim. Sem suas palavras e sua presença por todo esse tempo, eu teria desistido”. Lembrei-me de toda oração e dedicação àquela vida, e as palavras do primo de Ester me fizeram entender: tudo aconteceu para que eu vivesse meu momento como este e cumprisse a vontade do Senhor de abençoar outra pessoa.

       Fui direcionada para cumprir minha missão naquela vida, pois o maior propósito de Deus em nós é nos usar para abençoar outros.
Qualquer dia pode ser o dia em que viveremos nosso momento como este. Não deixe seu momento passar. Afinal, é por causa dele que você chegou à posição em que está hoje.

Seu momento como este pode ser qualquer um. Não perca a oportunidade!

quarta-feira, 2 de junho de 2010


A misericórdia faz bem

Em um dos sermões mais importantes e belos de seu ministério, o “Sermão da Montanha”, Jesus fala da misericórdia: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” [Mt 5.7].

Esse versículo se diferencia dos demais pela associação do encontro da misericórdia à sua própria prática, sendo que quem o faz é, então muito feliz é um sinônimo para o termo “bem-aventurado”.

Isso é interessante de se pensar. No mundo egoísta em que vivemos, no qual se sobressai a lei do “toma lá dá cá”, é bom lembrarmos que, nesse caso, vale a pena “agir por interesse”. É no exercício da misericórdia, que inclui a compreensão, a aceitação e a paciência, especialmente com relação às pessoas que nos são próximas, a fim de que possamos receber os mesmos sentimentos.

Nesse caso, é válida a idéia de que o perdão pode apagar todas as mágoas, que um olhar terno da nossa parte pode dissipar possíveis sentimentos de culpa, que um elogio pode diminuir o peso de um dia ruim para o outro, que palavras brandas e abençoadoras podem aplacar a raiva, desfazer mal-entendidos, libertar um perdido, e que, por mais que nos custe (visto que em qualquer circunstância), o amor de nossa parte pode ser transformador dos nossos relacionamentos. A Palavra de Deus não mente...

Ap. Rina