quinta-feira, 18 de março de 2010


O autocontrole é o caminho para o centro da vontade de Deus


"Quem não sabe se controlar é tão sem defesa como uma cidade sem muralhas."
[Pv 25.28]


       A comparação entre a cidade sem muralhas e o homem que não controla o próprio espírito se dá pela falta de limites. Na época em que o texto bíblico foi escrito, uma cidade que não fosse cercada por muros era totalmente vulnerável. Os muros tinham a função de guardar e, por meio do controle de quem entrava e saía de sua extensão, trazer segurança. Por isso, tanto quanto uma cidade sem muros, um homem sem limites encontra-se desprotegido.

       A falta de limites é comum nos nossos dias, não apenas no sentido dos “"xageros” a que uma pessoa pratique, mas no sentido literal da palavra, em que ela ultrapassa o limite do espaço do próximo e, em por causa do desrespeito e (muitas vezes) da agressividade, expõe e torna vulnerável a individualidade do outro.

       Há que se mudar. É necessário que se compreenda que somente o autocontrole e a “contenção do espírito”, são capazes de trazer o discernimento do certo e do errado, do que é bom e do que é decididamente ruim.

       É somente com a aquietação interior que Deus pode derramar do seu próprio Espírito e, assim, conduzi-lo a uma vida de harmonia para com os que o cercam, o que, por fim, o leva cada vez mais ao centro da vontade do Altíssimo.

       Alguém que impõe restrições a si próprio, de fato, está-se deixando edificar por balizas que lhe podem proporcionar a verdadeira qualidade de vida. E é exatamente isso que Deus reserva para os que amam a sua palavra, que amam o seu santo nome.

Ap. Rina

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